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Maioria dos professores não tem licenciatura em sua área

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No ensino fundamental, os sem formação específica somam 67,2%

Mais da metade dos professores brasileiros não tem licenciatura na área em que atuam. Nos anos finais do ensino fundamental, a proporção dos sem formação específica chega a 67,2%. No ensino médio, cujas diretrizes curriculares ditam que os professores devem ter licenciatura em sua área, a parcela desses docentes é de 51,7%. Os dados, de 2013, foram consolidados pelo movimento Todos pela Educação com base no Censo Escolar.

- Temos uma carência de formação de docentes. Há poucos jovens querendo ser professores - avalia a diretora-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz - Ainda não resolvemos o problema, quantitativa ou qualitativamente.

Priscila chama atenção para a carência de docentes com licenciatura (o curso para dar aulas) na área de exatas. No ensino fundamental, apenas 34,2% dos professores de Ciências têm licenciatura específica. Em Matemática, são 35,9%. No ensino médio, somam 19,2% os formados que lecionam Física, e 33,7% os que ensinam Química.

- Na escola, muitos jovens já têm aprendizagem mínima nessas disciplinas, então poucos vão para a área no ensino superior. Os que vão, em geral, procuram engenharia ou outras profissões mais rentáveis. Ainda assim, parte dos que escolhem a docência desiste no meio do caminho. Ao perceber as dificuldades da carreira, vão para a pesquisa - diz a diretora-executiva.

Coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara concorda.

- O resultado reflete um problema grave que é a atratividade da carreira docente. E representa um desafio: garantir atratividade da profissão. Isso passa pela remuneração e também por condições de trabalho - avalia.

Os dados apresentam também diferenças regionais. O Nordeste é a região com menor proporção de docentes nos ensinos fundamental (17,6%) e médio (34%). No primeiro caso, o Sudeste está na outra ponta, com 52,9%. No segundo, fica o Sul, com 58,1%. Coordenadora-geral do do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) do Rio, Marta Moraes crê que o resultado reflete a carência de universidades no país:

- Falta investimento em universidades públicas. Sem formação específica, o professor é um leigo, um quebra-galho.

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